Capítulo 1: a fada que coleciona histórias
Aqui não é "era uma vez", é tudo real e muito cheio de amor. Nem reino distante tem, apesar de estar bem distante de seus pais.
Vou te contar como eu conheci a sua mãe e o que faço por aqui. Sabe, é uma história longa e um tanto quanto complicada de se entender. Mas um dia, você vai crescer e se não entender, terei todo tempo do mundo para te explicar.
Antes da sua mãe, eu não tinha o título de fada. Guardava toda a magia que tenho por crianças em um potinho, onde mora um senhorzinho bem velhinho e fofinho. Sabe o nome dele? Amor.
Eu sempre andei de mão dada com esse senhor por aí, sabe, ele é bom de papo. É daqueles que você passa horas brincando de casinha, de carrinho e rindo até a barriga doer.
Em uma das idas a praça, dono Amor se depara com a sua mãe. Ela estava sentada, concentrada, lendo um livro enorme.
Seu Amor gritava, mesmo sem saber o seu nome. Mas tadinho, poderia berrar, estava ouvindo música.
Eu, como sempre, maluquinha. Vendo aquela situação, tinha que fazer alguma coisa. Ele queria falar com ela.
Quer saber?! Fui e me sentei ao lado dela, arrancando o fone. Me olha com uma cara de assustada e pergunta se eu era louca, eu afirmei.
Dono Amor queria saber o nome do livro que ela tinha nas mãos. Ela olha para todos os lados e abraça o livro bem forte, como se quisesse esconder. Então, prontamente, pergunto:
– Por que não mostra logo isso?!
– Eu tenho medo.
Ah, foi o bastante para arrancar aquele livro do abraço dela. E então, vi o tal livro. Tem o nome curtinho, mas bem assustador: luto.
Era hora de colecionar mais uma história, ou só tirar aquele livro das mãos dela.
Vou te contar como eu conheci a sua mãe e o que faço por aqui. Sabe, é uma história longa e um tanto quanto complicada de se entender. Mas um dia, você vai crescer e se não entender, terei todo tempo do mundo para te explicar.
Antes da sua mãe, eu não tinha o título de fada. Guardava toda a magia que tenho por crianças em um potinho, onde mora um senhorzinho bem velhinho e fofinho. Sabe o nome dele? Amor.
Eu sempre andei de mão dada com esse senhor por aí, sabe, ele é bom de papo. É daqueles que você passa horas brincando de casinha, de carrinho e rindo até a barriga doer.
Em uma das idas a praça, dono Amor se depara com a sua mãe. Ela estava sentada, concentrada, lendo um livro enorme.
Seu Amor gritava, mesmo sem saber o seu nome. Mas tadinho, poderia berrar, estava ouvindo música.
Eu, como sempre, maluquinha. Vendo aquela situação, tinha que fazer alguma coisa. Ele queria falar com ela.
Quer saber?! Fui e me sentei ao lado dela, arrancando o fone. Me olha com uma cara de assustada e pergunta se eu era louca, eu afirmei.
Dono Amor queria saber o nome do livro que ela tinha nas mãos. Ela olha para todos os lados e abraça o livro bem forte, como se quisesse esconder. Então, prontamente, pergunto:
– Por que não mostra logo isso?!
– Eu tenho medo.
Ah, foi o bastante para arrancar aquele livro do abraço dela. E então, vi o tal livro. Tem o nome curtinho, mas bem assustador: luto.
Era hora de colecionar mais uma história, ou só tirar aquele livro das mãos dela.